sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

"HABITAM AS PALAVRAS"

"HABITAM AS PALAVRAS"

De todas as palavras que habitam
No meu corpo, na minha alma
São as horas feitas de silêncio
Que fazem-me ver ao longe
De sentir outros aromas
Silêncios que são tão meus
Que só o coração pode traduzir
Indestrutível, inabalável.
Escrevendo o teu nome
Nas paredes aquecidas
Do meu coração aconchegado
Feito em flor na primavera.
Florida no meu peito.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 23 de fevereiro de 2014

" PAGINAS ABERTAS"

" PAGINAS ABERTAS"

A minha vida é como uma página
De um livro aberto à primavera.
Numa tarde fresca e seca.
Onde os lírios perfumados
Perfumam as páginas da nossa vida
São tantos livros não lidos
Palavras não escritas e ditas
Beijos não dados, abraços contidos
Como passam as horas do tempo
Piso as pedras da rua como tu pisas
Traz-me a saudade tantas vezes contidas.
Onde o silêncio amordaça-me a boca.
A língua fica presa no sufoco das palavras
De uma página deste livro que é a nossa vida.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

"GRITEI SÓ"


 "GRITEI SÓ"

Gritei, gritei.......
Declarei um poema ao silencio
Atirei as magoas ao vento
Cega de angustia meti-me na tempestade
Revoltada mergulhei no mar profundo
Compreendi que por mais que gritasse...
O meu grito não era ouvido
Ele era feito no silencio
Assim como a musica vibra
A espada dilacera o peito
Feito de dor
Pedaços de nos gritando ao redor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

SENHOR TU SABES


 SENHOR

Senhor..
Tu sabes que não valho nada
Não sou digna do teu amor

Que sou lama, de onde todos fogem
Ou têm medo de sujarem-se.

Só Tu sabes as minhas misérias
As minhas faltas, as minhas dores

Aumenta a minha fé, nos dias de chuva
A esperança nos dias de sol.."obrigado "!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"VENENO"

 "VENENO"

Cama velha partida, coberta de argila.
Barro esquecido, da alma perdida.

Coração entregue na fogueira da vaidade.
Corpo despedaçado, rasgado de dor.

Mente acordada no silêncio da noite.
Ossos partidos com o machado do sofrimento.

Veias de sangue cheias de veneno fatal.
Feridas expostas onde só vê quem quer ver.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 9 de fevereiro de 2014

"ONDE"

"ONDE"

Onde, onde
Onde vais buscar a inspiração
Onde está o que te inspira
Onde está a tua poesia
Onde estão os teus poemas
Onde estão os teus pensamentos.

Tento tantas vezes ver entre tantos
Tento sentir olhando o que tu vês
Tento amar da mesma maneira
Tento esquecer o que acabaste de dizer
Tento criar, sonhar, viver e escrever.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

"CORAÇÃO ESQUECIDO"

 "CORAÇÃO ESQUECIDO"

Há momentos que o coração está abatido
Existem sentimentos quando a alma está perdida

As lágrimas são cristais perfumados que caiem
De um rosto triste, sombrio e sem brilho.

Deito-me na minha cama à noite, coberta de dor
coberta de lágrimas, de tanto sofrimento.

Sete palmos de terra...barro
Lama.....pedras ou fragas.

Para tapar o excremento do sofrimento onde
A terra mãe que me chama para acalmar a dor do alento.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

" CAMINHO DE COR"


" CAMINHO DE COR"

Sempre em frente
   - continua sempre
Fiz de mim uma estrada
 -  um caminho
Um trilho, uma rua
 -  um beco sem volta
Percorri caminhos
 - estradas que eu escolhi
Conheci a dor, solidão
  -  escuridão, amor, paixão
Sofri desilusões, mágoas
  -  cantei, chorei, amei
Sempre em frente
 -  num caminho colorido
A vida continua sempre bela
 - triste e sombria
Trilhos de várias cores
 -  sem medo de ser vivida..

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

"SOMBRAS DA NOITE"

 "SOMBRAS DA NOITE"

Caminho pelas sombras da noite
Ando sobre as chamas do inferno
Num mar cheio de lamentações.
Insanidade feita de pedaços de loucura

Fatigada devorada pelas chamas da mente.
Quando olho para o espelho não sou eu
Vejo uma sombra perdida, esquecida e velha.
Como se estivesse numa cela acorrentada

Com grades na janela de ferro enferrujadas.
Vejo e sinto a chuva cair, como uma tempestade
de sentimentos que me fogem entre os dedos.
Sem saber se devo escrever este meu sofrimento

Nesta carta feita em poema sentida na alma.
Que talvez nunca irás ler e nunca saberás…
como é ficar nua de pensamentos e sentimentos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca