terça-feira, 27 de maio de 2014

"DESILUSÕES "

 "DESILUSÕES "

Sentimentos não brinque com os sentimentos.
Eles não são objetos.
Brincar com os sentimentos dos outros
É não ter amor próprio.
Os sentimentos para eles são como sombras vazias
O sentimento quanto mais simples
Mais floresce e larga o seu perfume
Como alguém que tem muito amor para dar
Há sentimentos que quanto mais eu tento confiar nas pessoas
Mais elas desiludem-me e provam-me que não vale a pena.
Ter sentimentos é sorrir
É saber que ninguém merece as nossas lágrimas
Quero ter sentimentos e ver um mundo melhor
E acreditar que vale a pena amar.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 25 de maio de 2014

" ACALMA AMOR"

" ACALMA AMOR"

Acalma meu amor
Esta minha dor e agonia
Desta solidão
Que em mim fez a sua morada.
Acalma-me meu amor.
Da vontade louca de beijar a tua boca.
Que invade de desejos.
Esta pobre alma que acorda assustada.
Acalma-me meu amor.
Deste frio que gela o meu coração.
Das imagens guardadas.
E memórias escondidas.
Acalma-me meu amor
Das noites em agonia.
Que me faz sonhar contigo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca




quarta-feira, 21 de maio de 2014

"TALVEZ LOUCURA"

 "TALVEZ LOUCURA"

Trago em mim a loucura dos teu beijos.
As vontades explícitas de ti.
Do teu corpo, da tua alma, do teu carinho
Trago também os sentimentos.
Os pensamentos.
Que ultrapassam tudo aquilo a que chamamos...
De amor, de desejo, de paixão
Trago a manhã de vento, do cheiro da chuva.
Do sol entre nuvens, das flores do jardim.
Que desmascara a primavera.
Rasgando o verão.
O murmúrio das águas.
Que teima em nascer no tempo.
Do sentir, do querer tão vívido quanto os aromas.
Das minhas vontades, perfume à beira mar.
Trago no meu corpo o teu corpo tatuado.
Com as impressões nuas.
Sem o pudor, dos beijos que quebram a rotina dos abraços.
Prolonga-se o vazio a ausência sem presença.
Trago em mim o que tenho em ti
Lembranças, memorias
Que escorrem e correm ao vento
Como um mensageiro do tempo
Nas gotas da saudade.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca



sexta-feira, 16 de maio de 2014

"MEDO"

 "MEDO"

O medo
Está nas nossas mentes
Que nos controla o tempo todo
Acorrentadas no corpo
Onde somos insanos
Maldosos...pobres
Doces....inocentes
Destruidores
De um doce sacrifício
Afogo a minha dor perdida.
Num sonho.
Numa escuridão.
Durmo para morrer
Apagando o silêncio.
Cinzas ardentes.
Que escurecem o dia.
Onde sobrevivem todos os meus erros.
Sou coisa pouca
Talvez pobre.
Testemunho quem vive para me destruir
Noites ofuscantes.
Vento rodopiando
As folhas soltas da tempestade
Mortas...caídas
O medo está nas nossas mentes.
Que controla o tempo todo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

domingo, 11 de maio de 2014

"INVADE O NOSSO"

 "INVADE O NOSSO"

Quero-te dizer-te amor.
Amo-te
Amo-te com as saudades de cada anoitecer.
Invade-me o nosso quarto.
Sem palavras, com gestos.
Em silêncio
Impede-me de adormecer.
Junta o teu corpo ao meu.
Sente o meu peito a palpitar.
Deixa-me voar, voar para ti.
Amar-te não é nenhum defeito.
Sem ti morro lentamente
Mergulho nos teus olhos.
Embalo-me nas ondas do mar.
Onde banhas-te nas minhas lágrimas.
Navego nesta viagem de desejo.
Secas as minhas mágoas.
Neste oceano de dor e saudade.
Navego no teu olhar, de cada anoitecer.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


segunda-feira, 5 de maio de 2014

"TEMPO CAMINHO"

 "TEMPO CAMINHO"

Eu não sei o caminho.
Pois ando perdida.
Reuni-me por dentro.
Por dentro da vida.
Os teus olhos sopram.
Sopram no vento.
Melodia encantada.
Encantada no tempo.
Sulco que chega.
Que chega na hora.
Sem tempo
Sem nada
Num andar descalço.
Vou levá-lo a lugar nenhum.
À distância da noite.
Distância do dia.
Arrasta a sua sombra.
Cansada e triste.
Procuro um amigo.
Procuro uma mão.
Eu sei o caminho, mas ando perdida.
Perdida esquecida.
Dentro de mim.
Da vida reunida, reunida no tempo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 1 de maio de 2014

"CAMPAINHA SUAVE"

"CAMPAINHA SUAVE"

Queria tocar a campainha
A campainha do teu coração
Correr para os teus abraços
Esconder-me no teu regaço
Banhar-me no chafariz do teu amor
Andar descalça pelo jardim.
Sentir o aroma do teu desejo.
Brincar à chuva
Ser beijada com carinho.
Sabor do teu beijo.
Sentar-me no escuro do teu colo.
Acreditar em ti no bater do coração.
Tocar a campainha da tua alma.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca