quinta-feira, 28 de maio de 2015

" SAUDADE ! TERRA"

" SAUDADE ! TERRA"

Morte triste, fria, vazia
Sente-se o cheiro a mofo
Das casas caídas
Perdidas, sozinhas
Escuras, sem luz, sem vida.


 "TERRA"         )....)

Das terras frias, geladas
Tristes, dos mantos negros de lá
Sente-se amor e morte
Vencesse o luto, noite escura
Abraços longos de dor
Cravos espetado no peito
Sentimentos singelos
Inocentes, marcados
Sentidos, lágrimas 
Perdidas, amargas e doces.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca

 D. Antónia Adelaide Ferreira

sexta-feira, 22 de maio de 2015

ABANDONADOS A SUA SORTE



 ABANDONADOS A SUA SORTE

Castelo de asas com grades, janelas 
Partidas que deixam entrar o frio
Velha, nova, escura, perdida, vazia,
Abelhas que ferram, oferecem o mel
Colmeias cheias na serra, no monte
As picadas de víboras gritos de dor
De angústia e de muita mágoa.

Homens feios, sem fé, mendigos voluntários
Sombras de si mesmos, que andam a solta 
Como diabos pregadores, donos da verdade
Da morte , da escuridão, seres virtuosos,sem escrúpulos
Qual verdade ? qual virtude?.!

Gostam desta nova guerra aberta
Destes novos guerreiros, alheios a tudo
A todos, crentes do além , fora do mundo
Dos que desprezam o corpo, as alegrias e paixões.

Pequenos e pálidos delinquentes
Que não querem saber ler ou escrever
Sobem as árvores das montanhas , das serras
Vivem em cavernas fechadas, palheiros húmidas
Cheias de mofo, fedem de morte
Virtude duvidosa e livre
Donos da guerra, donos de nada.

Canta o velho viajante
Que sente o enigma, silencioso
Dos montes dos ramos das oliveiras,
Das tempestades, da neve branca gelada
Das passagens, trilhos ou caminhos
De pregadores sem fé, sanguessugas
Que vestem as vestes de cordeiros
Encantadores de lobos, diabos escondidos.!!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca


segunda-feira, 18 de maio de 2015

LETRAS EM PEDAÇOS

 LETRAS EM PEDAÇOS

Encontro os pedaços de letras
Escondidas guardadas no sótão....
Uma palavra
Uma foto
Uma verdade
Um sentimento guardado
De amor que foi e já não é..
Guardei.....
Rabisquei...
Esqueci....
Sofri....
Guardada....
Calada.......
O tempo apagou o que foi já não é..
Lembrança que ficou...
Escrevi...e não apagou
No sótão guardei pedaços
De letras escritas ao vento.!
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca.

 

domingo, 10 de maio de 2015

SÓ DEUS SABE

SÓ DEUS SABE

A luz do sol cega-me os olhos
O silêncio torna-me numa voz rouca
Só Deus sabe da porta entreaberta
Do relâmpago de ansiedade no silêncio
Viagem selvagem do retorno amargo
Enigma do mundo de uma privacidade
Bajulada escondida num paraíso de aparência.
Prisioneiros da ignorância oculta imperfeita
Doentes desencantados na alma, no corpo
Cada vez mais perto do abismo da mediocridade
Subjugados por voos de uma estranha nostalgia
Das palavras deixadas num espelho sem ausência
Confinadas as fantasias fora da realidade em pedaços
De uma luta que interrompe um vazio, de uma dor do passado
A luz cega-me os olhos, o silêncio torna-me, só Deus sabe.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca