sábado, 28 de junho de 2014

"BEIJO"

 "BEIJO"

Chegas dás-me um beijo.
Gosto do teu sabor meu amor.
Dos teus beijos quentes.
Albergarei o meu coração.
Debaixo dos teus braços
Sinto-me segura.
A lareira está acesa
Para aquecer-nos, nesta noite fria.
Um bom vinho e uma longa noite meu amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 19 de junho de 2014

"ROSTO AMADO"

 "ROSTO AMADO"

Meu amor é duro quando acordo.
Quando acordo e tu não estás.
Perco-me nas linhas.
Nas linhas dos nossos lençóis
Onde tento escrever com o pensamento.
Desenho o teu rosto.
As tuas mãos, o teu sorriso.
Sinto o perfume que deixaste tatuado.
Tatuado no meu corpo.
Todas as manhãs quando acordo e tu não estás.
Sinto-me presa em sonhos.
Sonhos onde as lágrimas secam no rosto.
Junto à cama com os nossos corpos saciados.
Eu podia jurar que em cada brisa que passa.
Oiço o teu nome.
Com imensos sentidos, tão perto de mim.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sábado, 14 de junho de 2014

"UM BOM VINHO"


!UM BOM VINHO"

Sempre ouvi dizer
Que os amantes e apreciadores do vinho
Serão castigados e atirados no fogo do inferno.
O Vinho dos Mortos....dos vivos
Vinho em garrafas enterrado
Nas escuras e talvez esquecidas adegas
Néctar dos deuses deste novo paladar
História das garrafas enterradas.
Começou durante as invasões napoleônicas.
Não choreis o vinho dos que já partiram
Não chorarei os mortos já esquecidos
Na escuridão das suas sepulturas ou jazigos.
Onde cresce à solta, as ervas daninhas.



 Sobre os corpos adormecidos que agonizam de dor.
Que precisam de encontrar a paz ....o caminho.
almas sofridas.....perdidas na funda escuridão.
E quando o sol....dos tristes esquecer os vencidos.
Reze e medite orações......calmas......puras e profundas
Para todos aqueles que vivem....mudos e esquecidos
No final meus amigos.....viva Portugal
Bebei o vinho dos mortos....em memória de todos os vivos.
Se os que amam o vinho e o amor vão para o inferno.
Talvez o paraíso deva estar vazio.....não.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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quarta-feira, 11 de junho de 2014

"LEVE COMO UMA FOLHA"

 "LEVE COMO UMA FOLHA"

Mais leve que uma folha.
Mais rápido que o vento.
O pensamento vaguei no infinito.
Que bom acabas de chegar.

Para iluminares a minha vida.
Iluminas até o meu pensamento.
 Mergulho nos teus carinhos.
Pensamentos profundos...
 Quando acaricias-me com as tuas mãos.

Fico sempre sem saber onde ir.
Estou contigo ao vento, ao relento.
Mais leve que uma folha
mais rápido que o vento.
O pensamento vaguei no infinito.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 5 de junho de 2014

"NOITES DOLOROSAS"

"NOITES DOLOROSAS"

Há noites muito difíceis, onde rezamos
Rezamos e pedimos o sono.
Mas ele simplesmente não aparece
Tornando a noite dolorosa.
Quero dormir ou não me apetece dormir
Só quero sair para a rua.
Andar, andar sem destino
Embrenhar-me no nevoeiro desta noite.
E chorar, chorar sentindo os ramos das árvores
A vergarem o meu corpo.
Triste, entristecido no orvalho da madrugada, que está a chegar.
No jardim sinto os espinhos
A penetrarem a minha alma já em chaga.
A lua, minha companheira das noites compridas e longas desapareceu.
Abandonou-me nesta noite já tão dolorosa,
É só escuridão profunda dentro do meu ser.
O som do rio, é agora medonho, a corrente é forte
Vejo o meu rosto refletido nas suas águas.
Onde as minhas lágrimas são gotas negras
Nesta noite sem sono, sombra do que fui.
Do que sou lentamente afogada nesta noite de espinhos
Onde rasgam a minha alma sem sono!

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


segunda-feira, 2 de junho de 2014

"POESIA AO LUAR"

 "POESIA AO LUAR"

Há dias em que morro de amor
Tento preencher o vazio com lembranças.
Lembranças que não ocupem o espaço
Quando tu não estás comigo

Há dias em que morro de amor.
Nos outros, sou tão desamada.
Invento um poema....palavras ao vento
Mordo os lábios...sinto tanto a tua falta

Há dias em que morro de amor
Bebo, danço e sofro.... faço versos
Invento uma história ....mordo a boca
Os lábios, tremo, estremeço e sonho

Há dias em que morro de amor
Que cresce uma árvore dentro do meu peito
As suas raízes são veias, de sangue quente
Dos teus olhares e dos teus frutos

Há dias em que morro de amor.
Sombras que amanhecem nesta noite.
Fervendo o meu corpo...mordo a boca.
Mordo os lábios de lembranças e saudades.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca