sábado, 23 de julho de 2016

TINTAS E PINCÉIS


TINTAS E PINCÉIS

Carrega-me nos teus braços
Nesta estrada de fraga vazia
Leva-me a ver o meu amado
Mar, banha-me o corpo com
A tua faminta fome de desejo
Como as ondas do meu mar
Abraçam as pedrinhas, a areia
Deita-me meu amor nos lençóis
Da tua cama, já perfumados de ti
Encaixa o teu forte corpo no meu
Amei-te com as tintas e os pincéis
Amei-te por caminhos sem rumo
Amei-te numa bela poesia colorida
Senti-me tão amada e tão desejada.

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Isabel Morais Ribeiro Fonseca


quinta-feira, 14 de julho de 2016

GRÁVIDA DE AMOR

GRÁVIDA DE AMOR

Amor tão cristalino
No lago do Éden
Onde todas as maçãs
Não, não são pecados
Grávida de esperanças
De um doce momento
Mexendo dentro de mim
Grávida de sonhos coloridos
Amor puro e desinteressado
Intimidade de almas saciadas
Grávida de esperança
Aguarda a hora de parir
De pernas abertas, fechadas
Entre dois dedos de dilatação
Ou 10 dedos de conversa
Para dar hoje um poema
Contrariando a força, a dor
Nas lágrimas de felicidade

Entre o período de gestação
Sei que estou perto do fim
Com cordão, com placenta
Grávida feliz no parto
No colostro que amamenta
Amor no toque de uma alma suave
Poema escrito em tinta liquida
Na paixão da letra feita de amor
Grávida de esperanças fim do parto.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 5 de julho de 2016

VINHO DOCE


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VINHO DOCE

Escrever é fazer da poesia
Uma bela safra, como a uva
Branca, vermelha ou roxa
Que se transforma em vinho
Colhida na alma de essência
Pisada de tantos sentimentos
Onde o sumo extraído da uva
E o melhor néctar dos deuses
Que adoça o desejo dos amantes
Na louca doçura dos apaixonados
Embriagando o quente coração
Com o sumo vermelho, branco da paixão
Só na solidão é que percebi o valor das palavras.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca