quarta-feira, 10 de maio de 2017

VIDA

 VIDA

O que a vida me deu
Uma ferida no peito
Uma cicatriz na alma
Uma liberdade na mente
Um lameiro de escuridão
Uma fraga fria de solidão
Um perdido conflito
Um diário esquecimento
Uma lareira de frias cinzas
Noites solitárias de insónias
Uma casa de barro, palha
Um coração amargurado
Apenas restaram em mim
Espaços vazios esquecidos
Sonhos soltos perdidos
A preto e branco
Que gritam em desespero.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca


domingo, 2 de abril de 2017

ALGODÃO

ALGODÃO

Entre o algodão doce
Flutuo nos meus sonhos
Que um dia ousei sonhar
Amo distancio-me da razão
Que algum dia eu pensei ter
Desnudo-me do sentimento
Desta minha solidão sentida
É na poesia que minha alma
Flutua e a minha nudez se liberta.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 28 de março de 2017

PÁGINAS

PÁGINAS

As páginas despedaçadas de um livro
Não lido, insano verto, rasgado o pulso
Sangue que por mim ora nestas páginas
Não lidas, triste gesto de talvez uma louca

Insana paixão de vibrações doridas nas
Páginas despedaçadas tingidas de lama
Por amar quem me tirastes por impulso
E me deste esta minha solidão infernal

Expulso reverto este meu inferno solitário
Alma no último perfume do meu coração
Páginas de uma flor silvestre que deu vida
Ramos que balançam sem fruto ao vento

Corpo despedaçado abandonado à sorte
Abraço refeito em fantasia sobre o peito
Neve no prado de murchas flores frias
Orvalho sentido na pobre alma esta a minha
 💛🌹💛🌹💛🌹💛🌹💛🌹
.Isabel Morais Ribeiro Fonseca



quarta-feira, 22 de março de 2017

🍃🌺🍃🍃🌺🍃¯˜"*°••PENSAMENTO °"˜¯``🍃🌺🍃🍃🌺🍃


🍃🌺🍃🍃🌺🍃¯˜"*°••°"˜¯``🍃🌺🍃🍃🌺🍃

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


 Cozinhar não é apenas fazer boa comida
É transformar todos os ingredientes em sentimentos
De amor, de vida, de esperança
Ambas dão prazer e o mistério está na vontade de amar
Sentida no nosso próprio palato.


🍃🌺🍃🍃🌺🍃¯˜"*°••°"˜¯``🍃🌺🍃🍃🌺🍃

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

MORTE



MORTE

O morte
Que te despedes de mim
Hora do meu tormento
Cruz pesada no peito
Golpe no meu açoite
Sem paz, sem amor
Ou talvez sem teto
Caminho sem afeto
Na terra, na lama
Devora-me a cal
Com intensidade
O corpo ou a alma.

 🍃🌹‿.•*´¯ 🍃🌹 •*´¯🍃
Isabel Morais Ribeiro Fonseca







sábado, 28 de janeiro de 2017

🍃🌹AMO-TE 🍃🌹 DESEJO-TE


Amor...
O meu corpo arde
De febre por ti
Onde em silêncio
- Chamo-te
Gritando bem alto o teu nome.

🍃🌹‿.•*´¯ 🍃🌹 •*´¯🍃🌹


Amor....
Os meus lábios
São montanhas
Que se fundem
No rio de um vulcão
O teu corpo é um néctar
De exausta paixão
Que se fundem em nós.

🍃🌹‿.•*´¯ 🍃🌹 •*´¯🍃🌹


AMO-TE E PRONTO

Amo-te, porque me permitiste amar-te
Amo-te, porque conseguiste beijar-me os lábios
Amo-te, porque sorriste para mim
Amo-te, porque despertaste em mim tudo «aquilo».
Amo-te, porque me fizeste suspirar
Amo-te, porque coloriste a minha vida.
Amo-te, porque essas cores ficaram no peito
Amo-te, porque a tua voz nunca mais me saiu da cabeça
Amo-te porque ouço o teu gemer no meu ouvido
Amo-te, porque a vida não é só preto e branco
Amo-te, porque alimentaste as cores que nos alimentam.
Amo-te e pronto meu doce amado amor.

🍃🌹‿.•*´¯ 🍃🌹 •*´¯🍃🌹

CORPO

A noite
Desnuda-me
De todos os instintos
Percorrendo
Com as minhas mãos
O teu belo corpo
Com a ternura
E o desejo
De quem sabe
Ver a tua nudez
Como uma
Das mais belas poesias
Alguma vez escrita.



🍃🌹‿.•*´¯ 🍃🌹 •*´¯🍃🌹

Sou uma mulher
Que por vezes inventa
Escrever uns versos
Umas frases, uns poemas
Nas noites de insónia
Que habitam dentro de mim
E são neles que talvez me faço eterna.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

🍃🌹‿.•*´¯ 🍃🌹 •*´¯🍃🌹