terça-feira, 31 de março de 2015

HOJE TALVEZ HOJE

HOJE TALVEZ HOJE

Hoje deixa-me apenas
Descansar a cabeça no teu peito
Vou adormecer
Aconchegar-me entre os teus braços
No silêncio da tua voz
Entre os lençóis da nossa cama
Onde percorro cada palavra
Cada letra, cada verso
Como se do teu corpo se tratasse
Para sentir o teu calor
Junto ao meu, perder-me contigo
Ao perder-me de mim
Abraça-me meu amor, com ternura,
Sente-me em cada manhã
Não é pela idade, nem pela distância
Que o nosso amor arrefece
É por não experimentarmos
O grito contra o nosso próprio silêncio
Tantas vezes quietos, sem pensarmos
Não sentimos o coração
Hoje talvez hoje, na certeza meu amor
Adormeça nos teus braços
No silêncio da tua voz
Entre os lençóis da nossa quente cama.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 24 de março de 2015

"CRISPA A DOR"

"CRISPA A DOR"

Invento ventos, tempestades
Acordo entre os lençóis na escuridão
Ofereço o corpo aos famintos lobos
As rimas, a poesia e aos sonhos
Perdem-se no longínquo horizonte
Na chuva canto e danço à volta do fogo
Transformo as minhas veias em vinho
No amor crispa a dor que se abre em flor
Entre as esperanças e o desengano
Nascem no jardim os espinhos desinteressados
O mundo deu-me um amor de céus irados
Um amor feito de pranto, um riso no cume do paraíso.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 20 de março de 2015

ALQUIMIA DO AMOR

ALQUIMIA DO AMOR

Alquimia minha, sai de minha alma.
Banha o meu corpo com as uvas da vinha
Transforma o aço do meu coração
Para que as minhas letras viajem bailando
Nas páginas de um livro velho em forma de linhas
As letras que escrevo, transformo no que eu sinto
E as palavras que exprimo são os meus desejos
Banho-me no vinho doce dos Deuses

                                                            

Ainda que os meus pensamentos sejam devaneios
Por conta de meus anseios, a minha escrita
É transformada em poesia que eu tanto amo
Alquimia dos nossos sonhos, cinzas do nosso passado
Semeemos hoje as sementes em terra fértil e reguemos
Para colhermos as flores, os frutos de amanhã
A vida continua e ensina-nos que tudo muda.
E sobre elas está a alquimia do amor, dos nossos sonhos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 11 de março de 2015

"POETA"

"POETA"

Quisera eu ser poeta
....Escreveria um verso
Para traduzir o meu amor
....Passaria por marés ventosos
Entraria nas tempestades da paixão
...Nas calmarias do amor
Quisera eu ser trovador
...Diria todas as palavras
Para traduzir o meu amor
.......Sem destino
Sem passado, sem futuro.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

sexta-feira, 6 de março de 2015

"SOLETRA-ME"

"SOLETRA-ME"

......Soletra o meu nome
Entre o colar das nossas bocas
Entre os gemidos dos nossos beijos
......Procuro a força das palavras
E o carinho nos teus braços
.........Bebe-me e apressadamente
E colhe o néctar do meu corpo
..........Entre as rosas que me ferem
O coração, a alma de alegria
..........Rasga-me como se de amor
De paixão se tratasse, meu querido.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 

segunda-feira, 2 de março de 2015

"FOSTE DOCE"

"FOSTE DOCE"

.......Guardei-te, encontrei-te
Meu querido amor
........No meu silêncio
Sem palavras
......Perdi-me sem saber
E sem saber perdi-te
.......Quando julguei ter-me perdido
Encontrei-me em ti
......Reconheço-te, conheço-te
Ao adormecer as lágrimas
.......Que denunciam o meu amor.
Foste um sonho que passou
......Uma lágrima que deixei cair
Numa tarde quente
.....Foste uma utopia, um segredo
E uma verdade
........Nas palavra, nos silêncios
Que calaram-se
......Foste tudo, foste nada
De uma morte anunciada.
 
Isabel Morais Ribeiro Fonseca