segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

MÁGICOS MOMENTOS


MÁGICOS MOMENTOS


Os nossos momentos são mágicos

No meio do meu, do teu silêncio

Entre os lábios que dormem de ternura

No teu corpo punido pelo meu

Os risos da alma gostam de fluir no ar

Do nosso desejo sentido de amar

Toca o silêncio que chora de alegria

Suores quentes no coração, na alma

Para afogar os nossos desejos de felicidade.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

CONTO DE AMOR À ESPERA


CONTO DE AMOR À ESPERA

Nos devaneios de um simples encontro
Lágrimas de raiva já não contidas
Mãos trêmulas passadas pelo cabelo
Deixava a mente vagar nas lembranças
Dos momentos já passados, dos sorrisos
E das caricias que trocaram em segredo
Brincadeiras compartilhadas tantas vezes
Deixa a mente levitar nas memórias
Daqueles momentos que já não voltam mais
Procura em segredo reviver aquele doce sabor
Com o desejo de amar, sem nunca jamais perder


Ela esperava-o como sempre junto às portas de ferro
Da sua casa, não importava se fazia chuva
Se fazia frio, se fazia sol, o seu corpo inquietava-se
Se ele tardava e quando ele aparecia assim surgido
Do nada, o sorriso dela tinha a capacidade de
Iluminar o breu da noite mais invernosa
Era impensável não darem aquele beijo tão
Demorado, em que os fazia sentirem-se já donos
Um do outro, de mão dada seguiam pela rua fora
Por entre juras de amor, tendo como cúmplices
A calçada de pedra que gemia - gemia
Na passagem dos dois apaixonados ao amanhecer


 No regresso, ele deixava-a contra vontade
Junto à porta de ferro, dando-lhe aquele beijo forte
Que só os dois conseguiam sentir e entender
Pedia-lhe um aberto e sincero sorriso
E murmurava-lhe palavras de amor eterno
Ele não queria regressar, queria ficar ali amando-a
Com o seu olhar, a dizer-lhe palavras loucas
A passar a mão atrevida pelo seu corpo
Ela dava-lhe um sorriso pedido para ficar
Mas a razão falava mais alto, é a vida
Separavam-se com a promessa do reencontro
No dia seguinte, no outro dia e no outro a seguir


 

Ela está agora encostada à porta de ferro
Sozinha com a cumplicidade das pedras da calçada
Que gemem, gemem em silêncio
Já se contam no seu rosto algumas rugas
Que o tempo foi deixando, ele não perdoa
O corpo inquieta-se sabe que ele já não vem
Observa as pedras velhas, gastas, sofridas
Deviam dizer-lhe por onde anda o seu amor
Mas não obtém resposta, olha para dentro de si
E admira a mulher em que se transformou
Sorri sem pensar, que sorriso, se ele a pudesse ver
Veria a mulher simples e apaixonada que perdeu.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca




sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

LOUCURA

LOUCURA

Muita vezes a loucura
Deixa-nos inebriados de prazer
Pois há momentos de insanidade
Que realizamos todos
Os desejos mais obscuros
Já criados no nosso subconsciente
Os loucos são capazes de desafiar
As suas próprias mentes
São capazes de ver aquilo
Que não queremos ver, escutar
O que mais ninguém quer
- Ou consegue ouvir
Afinal é a loucura que nos
Deixa inebriados de prazer
Momentos de lucidez
Momentos de insensatez
No qual a minha mente te quer
E meu corpo te deseja
Ansiando por ter tudo aquilo
Que sentia, mais do que podia
E nesses momentos me deixo levar
Perdida nos meus próprios sentimentos
Entregando-me de corpo e alma
Ao lembrar de todos os nossos momentos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

AME A VIDA

AME A VIDA

Nunca permita que a sua vida
Adquira uma amarga aparência
Rude de afetos, infeliz miserável
De uma vida mal amada
Não existem segredos para ser feliz
Temos renascer todos os dias
Fazendo florir todas as manhãs
Viver cada momento com sendo único
Em cada novo dia a sorrir à gargalhada
Deixando florir os bons sentimentos
Cultivando o nosso bem querer como um jardim
Por isso abra as janelas da sua alma
Respire fundo e deixe entrar toda a alegria
Ame com a Fé com sentimento a vida
Que só é bonita quando é vivida com amor.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca