segunda-feira, 2 de junho de 2014

"POESIA AO LUAR"

 "POESIA AO LUAR"

Há dias em que morro de amor
Tento preencher o vazio com lembranças.
Lembranças que não ocupem o espaço
Quando tu não estás comigo

Há dias em que morro de amor.
Nos outros, sou tão desamada.
Invento um poema....palavras ao vento
Mordo os lábios...sinto tanto a tua falta

Há dias em que morro de amor
Bebo, danço e sofro.... faço versos
Invento uma história ....mordo a boca
Os lábios, tremo, estremeço e sonho

Há dias em que morro de amor
Que cresce uma árvore dentro do meu peito
As suas raízes são veias, de sangue quente
Dos teus olhares e dos teus frutos

Há dias em que morro de amor.
Sombras que amanhecem nesta noite.
Fervendo o meu corpo...mordo a boca.
Mordo os lábios de lembranças e saudades.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca