"TEMPO QUE PASSA"
Sou o tempo que passa
Que te procura e não te acha
Sou o vento encantado que canta baixinho
Onde rodopia o caminho de trilhos ou da estrada
Sou vento que embrenha-me os cabelos
Que acaricia-me o rosto, brisa suave e fresca
Não consigo entender como o desejo é intenso
E eu nesta cama fria e vazia, procuro um som
Não sei onde posso encontrar-te, sigo a tua voz
No murmúrio do vento, que canta uma melodia bela e singela
Como uma história de amor perdida no tempo
Envolvo-te num silêncio, num insólito momento
Que deixa uma ferida aberta como um punhal
Afinal sou o tempo que passa, que te procura e não te acha.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
sábado, 7 de fevereiro de 2015
🌺SILÊNCIO MANSO 🦋
"SILÊNCIO MANSO"
Silêncio agudo da espada de ferro
Cresce, cresce, sobe e suspende-nos
Palavras que rebentam a nossa solidão
As fragas partem-se às inconformadas arestas
Recordações, esperanças do grito que se desvanece
Queremos gritar as mentiras desbocadas no silêncio
O mundo está em chamas e só vejo fogo na imensa ruína
Aflito pranto rasga o peito com o sombrio véu, dor acerba
Cruel, pungente suspiro que no peito encerra do celeste roubo
Cala-te, voz maldita que me grita nos dias de tempestade
Mundo soberbo, extraviei-me no tempo do pensamento
Já não ouvem nem falam, estão dispersos dos vivos ou mortos
Visões diferentes, perverso, inocente, no cálice persigo um tempo
Pés descalços na inquietude das madrugadas, que ficarei só
Escreverei a minha melancolia em versos que deixarei na tua ausência
Chegar de mansinho sem quebrar a tua solidão
Que também é e será a minha.
Museu da estação -Bragança
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
🦋SÍLABAS DE UM LIVRO 🌺
"SÍLABAS"
Espelho meu, este espelho
Que é a nossa alma
Que tantas vezes nos fascina
Somos como peças perdidas
Vendavais; tempestades
Somos o que deixamos de ser
O nosso próprio reflexo
Árvore esquecida, sofrida
Na sofreguidão do ter
Esquecemos, não amamos
Sonhamos sem viver
Vivemos sem nunca sonharmos
Nas sílabas de um livro.
Macedo de Cavaleiros
domingo, 11 de janeiro de 2015
🌹ECOS DE SOLIDÃO🌺
ECOS DE SOLIDÃO
Eco das fragas
Grito de dor
Giesta queimada
Solidão na serra
Uivo do lobo
Fome no caminho
Grutas no monte
Sombras escuras
Semeamos a terra
Fértil seara
Estevas perfumadas
Dormir ao relento
Corriça vazia
Pastor só
Escola vazia
Tempo perdido
Aldeia perdida
Morte certa.
Aldeia de Gebelim-Trás-os-Montes
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
🌻___"DESÇO NA ESPERANÇA"__🌺
"DESÇO NA ESPERANÇA"
Desço, a rua escura, mal iluminada, empedrada
Desço-a ao sabor do vento de pés descalços
Lentamente as noites douradas descem as serras
O rio passa pelas árvores, olmos que balançam
Brincam com as folhas caídas, coloridas no outono
Alma incompreendida envolta numa esfera de sonhos
Chega à vila envolta de solidão, na alta madrugada
Inegável capacidade de sempre em permanecer sozinha
Compreensão incompreendida, que procura por um navio
Que traga um tesouro, e que juntos naveguem por mares
Onde a noite na serra, seja iluminada com o brilho das estrelas
Alegre como as águas do rio, perfumada como as flores do campo
Desço a rua escura, empedrada, mal iluminada, ao sabor do vento
Entre as águas do rio de pés descalços, desço na corrente da esperança.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
💕PROCURO-TE E BUSCO-TE 🌺
"PROCURO-TE"
Procuro-te e busco-te
Nas fragas do caminho
Pelos vidros da janela
Em cada nascer do sol
E não consigo encontrar-te
Procuro-te e busco-te
Nos seixos da rua
Nas brechas da porta
Nos grãos de areia.
E não consigo encontrar-te
Procuro-te e busco-te
No brilho das folhas à chuva
No nevoeiro estampado na serra
Nos espelhos do orvalho
E não consigo encontrar-te
Procuro-te e busco-te
Na tempestade dos ventos
Nas nuvens altas e azuis
No escuro da noite
E não te encontro, mas tu revelas-te!
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
AMAR É TER O BRILHO
AMAR É TER O BRILHO
Amar é ter o brilho dos teus olhos
É querer estar sempre contigo
Sofrer à distância
Ter a necessidade de gritar o teu nome
É escrevê-lo nas árvores
Sentir este fogo por dentro
É inflamar o coração deixando-o em brasas
Sentir-te sempre em todas as partes
Desejar os teus lábios salgados
É delirar com as carícias e sonhar contigo
Acordar a pensar no teu sorriso
Mesmo num dia de frio e nublado
Nas noites mais geladas
E no meio da escuridão tu és um raio de sol
Que veio iluminar a minha vida e o meu coração
És o calor que veio aquecer a minha alma
A paixão e o desejo que veio preencher o meu corpo
Tu és a força que ajudou-me a levantar
Da imensa escuridão, que era a minha vida
És tu quem eu quero e sem ti não vale a pena viver
Como as gotas de orvalho que iluminam o meu coração
Refrescam a minha alma, trouxeram alegria e o calor
Daquilo que chamo de amor, são as pétalas das flores
Só o brilho intenso do teu olhar aquece o meu coração.
É querer estar sempre contigo
Sofrer à distância
Ter a necessidade de gritar o teu nome
É escrevê-lo nas árvores
Sentir este fogo por dentro
É inflamar o coração deixando-o em brasas
Sentir-te sempre em todas as partes
Desejar os teus lábios salgados
É delirar com as carícias e sonhar contigo
Acordar a pensar no teu sorriso
Mesmo num dia de frio e nublado
Nas noites mais geladas
E no meio da escuridão tu és um raio de sol
Que veio iluminar a minha vida e o meu coração
És o calor que veio aquecer a minha alma
A paixão e o desejo que veio preencher o meu corpo
Tu és a força que ajudou-me a levantar
Da imensa escuridão, que era a minha vida
És tu quem eu quero e sem ti não vale a pena viver
Como as gotas de orvalho que iluminam o meu coração
Refrescam a minha alma, trouxeram alegria e o calor
Daquilo que chamo de amor, são as pétalas das flores
Só o brilho intenso do teu olhar aquece o meu coração.
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
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