quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

"TEMPO QUE PASSA"

"TEMPO QUE PASSA"

Sou o tempo que passa
Que te procura e não te acha
Sou o vento encantado que canta baixinho
Onde rodopia o caminho de trilhos ou da estrada
Sou vento que embrenha-me os cabelos
Que acaricia-me o rosto, brisa suave e fresca
Não consigo entender como o desejo é intenso
E eu nesta cama fria e vazia, procuro um som
Não sei onde posso encontrar-te, sigo a tua voz
No murmúrio do vento, que canta uma melodia bela e singela
Como uma história de amor perdida no tempo
Envolvo-te num silêncio, num insólito momento
Que deixa uma ferida aberta como um punhal
Afinal sou o tempo que passa, que te procura e não te acha.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca