quarta-feira, 6 de setembro de 2017

✿ SABOR DA COMIDA 🌹


“O sabor da comida
Nem sempre permite saber
Como é que ela foi preparada
Ficará sempre no segredo dos deuses.”

✿ 🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca

quarta-feira, 10 de maio de 2017

VIDA

 VIDA

O que a vida me deu
Uma ferida no peito
Uma cicatriz na alma
Uma liberdade na mente
Um lameiro de escuridão
Uma fraga fria de solidão
Um perdido conflito
Um diário esquecimento
Uma lareira de frias cinzas
Noites solitárias de insónias
Uma casa de barro, palha
Um coração amargurado
Apenas restaram em mim
Espaços vazios esquecidos
Sonhos soltos perdidos
A preto e branco
Que gritam em desespero.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca


domingo, 2 de abril de 2017

🌺 ALGODÃO DOCE👒

ALGODÃO

Entre o algodão doce
Flutuo nos meus sonhos
Que um dia ousei sonhar
Amo distancio-me da razão
Que algum dia eu pensei ter
Desnudo-me do sentimento
Desta minha solidão sentida
É na poesia que minha alma
Flutua e a minha nudez se liberta.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca

terça-feira, 28 de março de 2017

🌹PÁGINAS DESPEDAÇADAS🌺


PÁGINAS DESPEDAÇADAS

As páginas despedaçadas de um livro
Não lido, insano verto, rasgado o pulso
Sangue que por mim ora nestas páginas
Não lidas, triste gesto de talvez uma louca

Insana paixão de vibrações doridas nas
Páginas despedaçadas tingidas de lama
Por amar quem me tirastes por impulso
E me deste esta minha solidão infernal

Expulso reverto este meu inferno solitário
Alma no último perfume do meu coração
Páginas de uma flor silvestre que deu vida
Ramos que balançam sem fruto ao vento

Corpo despedaçado abandonado à sorte
Abraço refeito em fantasia sobre o peito
Neve no prado de murchas flores frias
Orvalho sentido na pobre alma esta a minha
  

quarta-feira, 22 de março de 2017

🌺COMER É UM PRAZER ☕

O prazer da comida é única
Desfrutada com paixão
Cura as feridas da alma

Cozinhar não é apenas fazer boa comida
É transformar todos os ingredientes 
Em sentimentos
De amor, de vida, de esperança
Ambas dão prazer 
E o mistério está na vontade de amar
Sentida no nosso próprio palato.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca