quinta-feira, 27 de março de 2014

"PUNHAL NEGRO"

"PUNHAL NEGRO"

Dentro de um corpo, um punhal
Aspecto negro, de punhos na garganta.
Floresta de tontas palavras, obsessiva descoberta
Gente de saliva salgada, serpente falsa e altiva
Mentira poética feita em brincadeira.
Bebendo o vinho para não vomitar fogo
Ruas cinzentas, caminhos transparentes
São podres de palavras, onde a minha alma confia
Pode-se parir um pensamento, enterrando o punhal
Acabemos com este poema ilusionista
Onde já chamaram de mentiroso, violento e até alquimista
Dentro de um corpo, uma floresta de tontas palavras
Obsessiva descoberta, de saliva salgada
Nunca os gestos, serão feitos de falsas mentiras
Donde a minha alma confia, em palavras podres
Para parir um pensamento, enterraram num pinhal
Com o punhal acabemos, este poema ilusionista.
Mentiroso, violento, sádico e até alquimista.
Bebendo o vinho para não vomitar fogo.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca